Erro de previsão de Wagner e articulação no Senado geram pressão no Planalto após derrota de Messias
Da Redação
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), errou a previsão sobre a votação do indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), Jorge Messias, ao estimar 45 votos favoráveis. O nome, no entanto, recebeu apenas 34 apoios, sete a menos do necessário, e foi rejeitado por 42 senadores na sessão de quarta-feira (29).
Nos bastidores, a derrota é atribuída a uma articulação liderada pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil), que teria atuado para convencer parlamentares a votar contra a indicação. A assessoria do senador nega que ele tenha pedido votos contrários.
A diferença entre a previsão e o resultado gerou cobranças no Palácio do Planalto. Integrantes do governo avaliam que Wagner deverá prestar esclarecimentos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), diante do diagnóstico considerado equivocado e da avaliação de que não houve articulação suficiente para garantir a aprovação.
Segundo o jornal O Globo, auxiliares próximos ao presidente afirmam que, além de projetar um cenário favorável que não se confirmou, Wagner não teria atuado de forma efetiva na reta final para reverter votos. Há, inclusive, defesa reservada pela substituição do senador baiano na liderança do governo no Senado.
Antes da votação, após reunião no Palácio da Alvorada com Lula e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), Wagner chegou a revisar sua projeção para 41 votos — número mínimo para aprovação — e tranquilizou o presidente.
Ainda de acordo com relatos de senadores ouvidos sob reserva, Alcolumbre teria intensificado contatos ao longo do dia com parlamentares de centro, oposição e indecisos, reforçando o movimento contrário à indicação de Messias.








