terça-feira, 5 de maio de 2026

Vereadores da oposição formulam 11 emendas ao Plano de Segurança

Foto: Antonio Queirós

Da Redação

Vereadores da oposição elaboraram 11 emendas ao Plano Municipal de Segurança, projeto do Executivo com previsão de votação na Câmara Municipal de Salvador nesta quarta-feira (6), no Plenário Cosme de Farias. As emendas serão apresentadas em reunião conjunta de comissões na manhã desta terça-feira (5). O encontro dos colegiados marcado para segunda-feira (4) foi adiado por falta de quórum. Como dizem as vereadoras Aladilce Souza (PCdoB) e Marta Rodrigues (PT), as emendas foram elaboradas para “dar legalidade” ao Plano Municipal de Segurança.

Para que as emendas não sejam apresentadas e discutidas em plenário, sem espaços para negociação, serão apresentadas em nova reunião conjunta desta terça-feira (5). “Só foi realizada uma audiência pública, por iniciativa das comissões de Reparação e da Mulher, da Ouvidoria e apoio da CCJ [Comissão de Constituição e Justiça], e as contribuições da sociedade precisam ser levadas em consideração”, argumentou Aladilce, frisando que as emendas foram formuladas a partir dessas escutas.

Na tarde desta segunda (4), as vereadoras Aladilce e Marta deixaram claro que as 11 emendas foram elaboradas em conjunto com os vereadores Hamilton Assis (PSOL) e Hélio Ferreira (PCdoB), que também integram as comissões temáticas que se reuniriam conjuntamente.

As vereadoras explicaram que o projeto do plano chegou à Câmara com “vício de origem”, sem consultas à sociedade, o que “deveria ter sido promovido pelo Conselho Municipal de Segurança, que nunca funcionou, e não por uma empresa privada contratada”.

Como destaca Aladilce, o plano é uma adaptação ao Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), o que deveria ter acontecido desde 2016. Aladilce e Marta fizeram um apelo à “sensibilidade do prefeito Bruno Reis e sua bancada”, no sentido de acatarem as emendas que têm a finalidade de melhorar a proposta e dar mais transparência ao processo.

Entre as observações feitas ao plano, Aladilce e Marta dizem que a Guarda Municipal, por não ter o papel de polícia, deve integrar o sistema como órgão auxiliar, o que precisa ficar explícito no Plano.  Para as vereadoras, o Fundo Municipal de Segurança também tem que ser previsto no sistema para o financiamento das políticas públicas da área, tendo o Conselho de Segurança como o órgão gestor, o que, segundo vereadores de oposição, também não está definido no projeto.

“Em Salvador, nenhum conselho funciona, como o da Mulher, mesmo com os altos índices de feminicídio que estamos enfrentando. Ou o do Meio Ambiente, com tantas denúncias envolvendo especulação imobiliária. É preciso acabar com esse estilo de gestão de Bruno Reis de não ouvir a população, não permitir o controle social”, criticou Aladilce.

05 de maio de 2026, 18:10

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