Operação mira influenciador “Diabo Loiro” por suspeita de lavagem de dinheiro do PCC
Da redação
O influenciador digital Eduardo Magrini, conhecido nas redes sociais como “Diabo Loiro”, voltou a ser alvo de investigações sobre ligação com o Primeiro Comando da Capital. Nesta sexta-feira (8), o Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil de São Paulo deflagraram a Operação Caronte, que apura um esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa.
Segundo os investigadores, Magrini utilizava empresas registradas em nomes de terceiros para movimentar recursos considerados ilícitos. Entre os negócios investigados estão empresas dos setores de transporte, eventos e rodeios, que teriam sido usadas para dar aparência legal às movimentações financeiras do grupo.
A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões em bens e contas bancárias dos investigados. Também foram expedidos mandados de busca e apreensão em cidades do interior e da Grande São Paulo, como Campinas, Atibaia, Limeira, Osasco, Mogi das Cruzes, Monte Mor, Sumaré e Taquaritinga.
De acordo com nota conjunta divulgada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil, a investigação avançou após análises de movimentações bancárias, dados fiscais e informações obtidas junto a órgãos de fiscalização. Os investigadores apontam incompatibilidade entre a renda declarada pelos suspeitos e o patrimônio acumulado.
O filho de Eduardo Magrini também foi alvo da operação. Conforme as apurações, ele teria participado das movimentações financeiras por meio de empresas ligadas ao setor musical e outros empreendimentos.
Nas redes sociais, “Diabo Loiro” ostentava rotina marcada por cavalos, rodeios, carros de luxo e fazendas, apresentando-se como empresário do agronegócio e influenciador digital. As autoridades, porém, apontam suposta atuação do investigado em setores estratégicos do PCC, além de ligação com esquemas de tráfico de drogas e roubos a bancos.
Segundo informações citadas pelas investigações, Eduardo Magrini possui antecedentes por homicídio, formação de quadrilha, receptação e uso de documento falso. O nome dele também aparece em apurações relacionadas aos ataques promovidos pelo PCC em Ataques do PCC de 2006.
Mesmo preso desde o ano passado, o influenciador segue sendo alvo de novas frentes investigativas ligadas à estrutura financeira da facção criminosa.
As autoridades afirmam que o objetivo das operações é desmontar mecanismos utilizados para ocultar recursos do crime organizado e interromper a circulação de dinheiro ligado ao PCC.








