O presidente da Confederação Nacional da Indústria, Ricardo Alban, criticou nesta quarta-feira (13) a decisão do governo federal de extinguir o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, medida conhecida como “taxa das blusinhas”.
Em nota divulgada à imprensa, Alban afirmou que a revogação da cobrança pode provocar perda de empregos e prejudicar principalmente micro e pequenas empresas brasileiras.
Segundo o dirigente, a retirada da taxação favorece produtos importados, especialmente os vindos da China, em detrimento da indústria nacional.
“Permitir a entrada de importações de até 50 dólares sem tributação é o mesmo que financiar a indústria de países como a China”, afirmou o presidente da CNI.
O fim da cobrança foi oficializado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva por meio de medida provisória, acompanhada de portaria do Ministério da Fazenda. Segundo o governo, a isenção passou a valer já nesta terça-feira (12).
Para Ricardo Alban, a medida cria desequilíbrio competitivo ao permitir a entrada de produtos estrangeiros sem tributação enquanto empresas brasileiras continuam submetidas à carga tributária nacional.
A CNI também argumenta que a taxação havia contribuído para reduzir a entrada de produtos importados de baixo valor no país. De acordo com estudo citado pela entidade, a cobrança teria evitado a entrada de R$ 4,5 bilhões em mercadorias estrangeiras, preservando mais de 135 mil empregos e movimentando cerca de R$ 20 bilhões na economia brasileira.
O presidente da entidade afirmou ainda que a indústria nacional não é contrária às importações, mas defende que a concorrência ocorra “em condições de igualdade”.