BR-324 concentra trechos com mais acidentes entre Salvador e Feira de Santana
Da Redação
A BR-324 segue registrando os maiores índices de acidentes em alguns dos principais corredores viários da Bahia. Dados da Polícia Rodoviária Federal apontam que os pontos mais críticos em 2026 estão localizados entre Salvador e Feira de Santana, especialmente no Anel Viário de Feira, na região de Amélia Rodrigues e nos acessos da Região Metropolitana.
Entre os segmentos com maior número de ocorrências neste ano estão o trecho entre os quilômetros 510 e 520, no Anel Viário de Feira de Santana, além das áreas entre os kms 520 e 540, entre Amélia Rodrigues e Feira, e entre os kms 600 e 630, entre Salvador e Simões Filho.
O volume intenso de veículos e as características urbanas da rodovia ajudam a explicar o alto número de acidentes.
Esses trechos possuem muitas entradas e saídas, circulação de pedestres, postos de combustíveis e grande fluxo diário, fatores que aumentam os riscos de colisões.
A PRF afirma que a maioria das ocorrências registradas é de menor gravidade e sem vítimas fatais. Entre as principais causas apontadas estão distração ao volante, uso de celular durante a condução e falta de distância segura entre veículos.
Nos últimos meses, a rodovia voltou a registrar acidentes de grande impacto. Na última segunda-feira (18), um caminhão tombou no canteiro central na altura do km 541, em Amélia Rodrigues, causando interdição parcial da pista nos dois sentidos.
Já no último dia 12, um ônibus que transportava trabalhadores para o Polo Industrial de Camaçari tombou em Simões Filho, deixando um homem morto e sete pessoas feridas. Segundo a empresa responsável pelo coletivo, a pista estava molhada e havia presença de óleo na via, mas a causa oficial ainda é investigada.
Outro acidente de grandes proporções ocorreu em fevereiro, quando uma colisão envolvendo 13 veículos deixou seis pessoas feridas e interditou totalmente a rodovia por cerca de duas horas.
Desde o encerramento da concessão da ViaBahia, a administração da BR-324 passou para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes.
O órgão informou que mantém serviços de apoio como guinchos, ambulâncias, recolhimento de animais e atendimento operacional para situações que afetem a segurança e a fluidez do trânsito.








