terça-feira, 26 de maio de 2026

Fotografia de Andrea Fiamenghi é destaque em duas exposições em Salvador

Foto: Divulgação

Da Redação

A fotografia de Andrea Fiamenghi reconecta-se com o público baiano em exposições sobre paisagem e ancestralidade. Mesmo residindo fora de Salvador há sete anos, atualmente em Lisboa, a fotógrafa Andrea Fiamenghi marca uma forte presença na cena cultural da cidade através de suas obras, integrando duas importantes exposições coletivas consecutivas. Embora a artista não esteja presente fisicamente, seu acervo estabelece um diálogo profundo com o público local e, sobre este momento, Andrea Fiamenghi pontua: “É uma alegria ver minhas obras dialogando novamente com Salvador, um território que sempre foi a base da minha pesquisa visual e da minha ligação com o sagrado”.

A primeira mostra itinerante, “Paisagens em Travessia”, tem sua abertura oficial no dia 27 de maio às 19:00 horas, inicia a visitação pública no dia 28 de maio e fica em cartaz até o dia 16 de agosto na CAIXA Cultural Salvador. Sob a curadoria de Daniel Barretto e Daniela Matera, a exposição une os acervos do Museu Nacional de Belas Artes e dos Museus Castro Maya e, com o tema “aprendendo a viver com os vivos”, reúne 40 obras de nomes como Portinari e Adriana Varejão. Como destaque, a fotografia “Capitães de Areia, Itaparica”, de Andrea, foi escolhida para se transformar em um pôster exclusivo, distribuído como brinde para clientes da Caixa Econômica Federal que visitarem o espaço e comprovarem o vínculo. A artista também participou de um webinário do Museu Nacional de Belas Artes sobre o projeto.

Na sequência, a exposição coletiva “Ecologia de Sentidos — Panorama da Fotografia da Bahia” tem sua inauguração marcada para o dia 10 de junho, às 19:00 horas, e fica aberta à visitação pública pelo período de quatro meses no Solar do Ferrão, no Pelourinho. A mostra, realizada em homenagem a Akira Cravo, tem curadoria de Marcelo Reis e mapeia a 3ª geração de fotógrafos baianos através de 104 imagens de 26 artistas. O projeto encerra sua itinerância pelo Nordeste em Salvador ocupando, de forma simbólica, o espaço do sagrado no casarão. As pesquisas visuais de Andrea sobre os corpos, os rituais e a dimensão simbólica do candomblé destacam-se em meio aos temas de decolonialidade e memória afetiva da exposição, oferecendo ao público um panorama detalhado de sua contribuição para a fotografia contemporânea e para o registro da memória cultural do estado.

25 de maio de 2026, 21:00

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