Servidora exonerada por banca racial havia sido eleita para comitê de diversidade do Itamaraty
Da Redação
A ex-oficial de chancelaria Flávia Medeiros, de 29 anos, exonerada do Itamaraty após decisão judicial relacionada à sua desclassificação em um processo de heteroidentificação, havia sido eleita recentemente para integrar o Comitê Étnico-Racial do Ministério das Relações Exteriores. O colegiado tem caráter consultivo e atua na formulação de propostas voltadas à promoção da diversidade e inclusão dentro da instituição. A reportagem é do G1.
O caso ganhou repercussão após a servidora perder o cargo em razão da rejeição de um recurso judicial que lhe permitia permanecer na função mesmo após ter sido considerada inapta para concorrer às vagas destinadas a candidatos negros no concurso de 2023. Apesar disso, Flávia também havia sido reconhecida em outras iniciativas afirmativas do próprio Itamaraty, incluindo uma bolsa preparatória para o concurso de diplomata destinada a candidatos negros.
Internamente, o episódio gerou debates entre diplomatas e integrantes do ministério sobre os critérios adotados pelas comissões de heteroidentificação. Entidades como a Educafro manifestaram apoio à ex-servidora, enquanto o Itamaraty ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso, alegando que a questão continua em discussão na esfera judicial.








