Estudo aponta que salário mínimo não garante padrão de vida digno em nenhuma região do Brasil
Da Redação
Um estudo realizado pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) em parceria com o Anker Research Institute concluiu que o salário mínimo atual de R$ 1.621 não é suficiente para assegurar um padrão de vida considerado digno em nenhuma das regiões analisadas no país. A pesquisa calculou o rendimento necessário para cobrir despesas essenciais, como alimentação, moradia, transporte, saúde, educação, comunicação, lazer e uma reserva para emergências. A informação é do Correio.
Segundo o levantamento, um trabalhador em tempo integral precisaria receber entre R$ 1.904 e R$ 4.763 por mês, dependendo da região. O menor valor foi registrado no Sul de Roraima, enquanto o maior foi identificado em Porto Alegre. Na cidade de São Paulo, por exemplo, o salário considerado adequado para um trabalhador foi estimado em R$ 4.022, enquanto uma família com dois adultos e duas crianças precisaria de renda líquida mensal de R$ 6.155.
Os pesquisadores destacam que o estudo evidencia a diferença entre o piso salarial legal e o custo real de vida da população brasileira. Além de servir como parâmetro para debates sobre remuneração e mercado de trabalho, os dados também reforçam as desigualdades regionais do país e podem contribuir para a formulação de políticas públicas voltadas à melhoria das condições de vida dos trabalhadores.








