Concessionária do Aeroporto de Salvador justifica retirada de sinalização destinada a taxistas
Da Redação
A disputa entre taxistas e a administração do Aeroporto Internacional de Salvador ganhou um novo capítulo após a concessionária Vinci Airports se posicionar sobre a retirada de uma placa que reservava espaço para embarque e desembarque da categoria no meio-fio do terminal.
A polêmica começou na última semana, quando taxistas denunciaram tentativas de remoção da sinalização instalada na área externa do aeroporto. Segundo os profissionais, a primeira intervenção ocorreu menos de 24 horas após uma manutenção realizada pela Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob).
Em nota, a Vinci Airports afirmou que a instalação da placa ocorreu sem o alinhamento necessário com os órgãos responsáveis pela gestão e regulação da área aeroportuária. A concessionária argumenta que qualquer alteração no meio-fio operacional do terminal depende de autorização prévia e do cumprimento de normas específicas.
“O meio-fio operacional do aeroporto está inserido em área submetida à regulação aeroportuária federal e às disposições previstas no Contrato de Concessão. Qualquer intervenção em suas instalações, incluindo a colocação de sinalizações, requer alinhamento com diferentes órgãos competentes, observadas as respectivas atribuições regulatórias e operacionais, o que não ocorreu neste contexto”, informou a empresa.
A concessionária também declarou que repudia qualquer ato de violência relacionado ao impasse e reafirmou a disposição para manter diálogo com representantes dos taxistas e órgãos públicos envolvidos na questão.
Enquanto isso, a Semob informou que pretende consultar a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para verificar se a atual configuração das áreas de embarque e desembarque está de acordo com as normas regulatórias do setor.
Segundo a pasta, a análise busca garantir que eventuais mudanças ocorram de forma coordenada e com participação de todos os envolvidos.
“A medida visa assegurar que qualquer eventual adequação operacional observe os parâmetros regulatórios aplicáveis, bem como contemple o adequado diálogo entre os diversos atores envolvidos, incluindo a concessionária aeroportuária e os profissionais taxistas que prestam serviço à população e aos visitantes da cidade”, afirmou a secretaria.








