quinta-feira, 11 de junho de 2026

Infantino evita polêmicas sobre vistos e defende preços de ingressos às vésperas da Copa de 2026

Foto: Reprodução

Da redação

A poucas horas da abertura da Copa do Mundo de 2026, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, minimizou as críticas envolvendo a concessão de vistos, os altos preços dos ingressos e os protestos previstos no México durante entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira (10), no Estádio Azteca, na Cidade do México.

A principal controvérsia gira em torno da negativa dos Estados Unidos em conceder visto ao árbitro somali Omar Artan e a integrantes da comissão técnica da seleção do Irã. Questionado sobre o tema, Infantino afirmou que a Fifa não tem poder para interferir em decisões de governos nacionais.

Segundo o dirigente, a entidade tentou buscar alternativas para os casos, mas precisa respeitar as decisões soberanas dos países envolvidos. A situação ocorre em meio ao endurecimento das políticas migratórias adotadas pelo governo do presidente Donald Trump.

Apesar das restrições, o representante do governo norte-americano para a Copa, Andrew Giuliani, informou que jogadores e membros da comissão técnica da seleção iraniana receberam autorização para participar do torneio. Parte da delegação, porém, teve a entrada negada por razões de segurança.

Outro tema abordado foi o valor dos ingressos. Com entradas chegando a custar até US$ 30 mil (cerca de R$ 155 mil), a política de preços da Fifa tem sido alvo de críticas. Infantino, no entanto, defendeu os valores praticados e argumentou que os bilhetes de entrada e a média de preços estão abaixo dos cobrados em eventos decisivos das principais ligas esportivas dos Estados Unidos.

A entrevista ocorreu na véspera da abertura oficial do Mundial, marcada para esta quinta-feira (11), com o duelo entre México e África do Sul no Estádio Azteca. O palco mexicano se tornará o primeiro estádio da história a receber três partidas inaugurais de Copas do Mundo.

Infantino destacou a relevância histórica do Azteca, lembrando que o estádio sediou conquistas de lendas do futebol mundial como Pelé e Diego Maradona, além de confrontos considerados marcantes na história do esporte.

A Copa de 2026 será a primeira organizada simultaneamente por três países — México, Estados Unidos e Canadá — e também a primeira com 48 seleções participantes. Ao todo, o torneio contará com 104 partidas.

O presidente da Fifa ainda agradeceu o apoio dos governos envolvidos na organização do evento e fez um reconhecimento especial ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo envolvimento na realização da competição.

Além das questões relacionadas à organização do torneio, as autoridades mexicanas acompanham com atenção uma série de protestos programados para os próximos dias. Professores em greve, familiares de desaparecidos, movimentos camponeses e representantes das vítimas do caso Ayotzinapa anunciaram manifestações na capital mexicana.

Apesar das mobilizações, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que a situação está sob controle e garantiu que a cerimônia de abertura ocorrerá normalmente.

Dentro de campo, a principal notícia é a confirmação da presença de Lionel Messi na competição. Recuperado de uma lesão, o camisa 10 da Argentina voltou a atuar no amistoso contra a Islândia e marcou um dos gols da vitória por 3 a 0.

Aos 38 anos, Messi disputará sua sexta Copa do Mundo caso entre em campo na estreia da Argentina diante da Argélia, em 16 de junho. O feito também será alcançado por Cristiano Ronaldo e pelo goleiro mexicano Guillermo Ochoa.

11 de junho de 2026, 10:00

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