PF rejeita pela segunda vez proposta de delação de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master
Da Redação
A Polícia Federal (PF) rejeitou pela segunda vez a proposta de acordo de colaboração premiada apresentada por Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master e investigado na Operação Compliance Zero. A decisão foi formalizada nesta quinta-feira (11) e comunicada ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde o processo tramita sob sigilo.
De acordo com informações divulgadas pela revista Veja e pela Folha de S.Paulo, os investigadores concluíram que o banqueiro não apresentou informações inéditas ou relevantes capazes de contribuir para o avanço das apurações. O entendimento repete a avaliação feita pela PF em maio deste ano, quando uma primeira tentativa de delação também foi recusada.
Apesar da nova negativa, Vorcaro segue negociando um possível acordo de colaboração com a Procuradoria-Geral da República (PGR), que participa das tratativas relacionadas ao caso.
Segundo a investigação, os elementos apresentados pelo empresário já eram conhecidos pelas autoridades ou haviam sido obtidos por outros meios durante as diligências da Operação Compliance Zero. Os detalhes da proposta permanecem sob sigilo.
A rejeição representa um novo revés para a estratégia de defesa de Vorcaro, que busca firmar um acordo capaz de reduzir eventuais sanções penais.
Preso pela primeira vez em novembro de 2025 durante uma das fases da operação, o controlador do Banco Master chegou a obter habeas corpus concedido pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
Em março deste ano, contudo, o ministro do STF, André Mendonça, autorizou uma nova prisão preventiva a pedido da Polícia Federal. Desde então, Vorcaro passou por diferentes unidades prisionais até ser transferido para a Superintendência da PF em Brasília.
A Operação Compliance Zero investiga suspeitas de crimes financeiros, ocultação patrimonial, coação de investigados e possíveis conexões políticas. Mesmo sem acordo de colaboração, a PF manteve o avanço das apurações e já realizou novas fases da operação, que atingiram empresários, familiares de Vorcaro e agentes públicos.
Com a segunda proposta de delação rejeitada, o futuro de um eventual acordo dependerá da apresentação de novos elementos considerados relevantes pelos órgãos responsáveis pela investigação.








