segunda-feira, 15 de junho de 2026

Anvisa mantém suspensão de lotes de produtos Ypê após identificar falhas sanitárias em fábrica

Foto: Reprodução

Da redação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) manteve a suspensão da comercialização, distribuição e uso de lotes específicos de produtos da marca Ypê. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (15) e atinge desinfetantes, detergentes lava-louças e lava-roupas líquidos fabricados antes de determinadas datas.

Segundo a Anvisa, a medida decorre do descumprimento de requisitos previstos na Resolução RDC nº 47/2013, identificado durante uma inspeção sanitária realizada entre os dias 27 e 30 de abril de 2026 na unidade industrial da empresa.

Entre os produtos afetados estão os desinfetantes Bak Ypê e Pinho Ypê, com suspensão de todos os lotes terminados em “1” fabricados antes de 1º de março de 2026. A mesma restrição vale para detergentes lava-louças da marca, incluindo versões com enzimas ativas, toque suave, concentrado e das linhas Clear e Green.

No caso dos lava-roupas líquidos Tixan Ypê e Ypê, nas versões antibac, coco, baunilha e premium, a suspensão atinge todos os lotes terminados em “1” produzidos antes de 1º de abril de 2026.

De acordo com a agência reguladora, análises apresentadas pela empresa demonstraram conformidade nos produtos fabricados após essas datas. Por esse motivo, a restrição foi mantida apenas para os lotes mais antigos. Para desinfetantes e detergentes, os testes apontaram resultados satisfatórios em itens produzidos entre 1º e 31 de março de 2026. Já para os lava-roupas, os produtos fabricados entre 1º de abril e 7 de maio de 2026 foram considerados adequados.

A Anvisa informou ainda que os produtos abrangidos pela medida e já distribuídos ao mercado continuarão sendo acompanhados por ações de monitoramento sanitário acordadas com a fabricante.

O caso teve início em 7 de maio, quando a agência determinou a suspensão de mais de 100 lotes de produtos da Ypê após identificar falhas consideradas graves nos processos de fabricação da unidade de Amparo, no interior de São Paulo. Durante a fiscalização, foram apontadas 76 irregularidades sanitárias e risco de contaminação microbiológica nos produtos produzidos na planta industrial.

A situação ganhou maior repercussão porque a empresa já havia registrado, em novembro de 2025, um episódio de contaminação microbiológica envolvendo a bactéria Pseudomonas aeruginosa em produtos da linha de lava-roupas.

Segundo a Anvisa, a Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria amplamente encontrada no ambiente, especialmente na água, no solo e em locais úmidos. Embora geralmente não represente risco para pessoas saudáveis, pode causar infecções em indivíduos imunossuprimidos, como pacientes em tratamento contra câncer, transplantados, idosos e pessoas com doenças que comprometem o sistema imunológico.

A agência classificou as medidas adotadas como preventivas e afirmou que o objetivo é reduzir potenciais riscos à saúde da população.

15 de junho de 2026, 11:27

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