Lula confirma Teresa Leitão como nova líder do governo no Senado após saída de Jaques Wagner
Da redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quinta-feira (25) a escolha da senadora Teresa Leitão para assumir a liderança do governo no Senado Federal. A nomeação ocorre um dia após o senador Jaques Wagner deixar o cargo em meio à repercussão das investigações relacionadas ao caso Banco Master.
O anúncio foi feito por Lula nas redes sociais. Segundo o presidente, a parlamentar terá a missão de conduzir a articulação política do governo na Casa e acelerar a tramitação de propostas consideradas prioritárias pelo Palácio do Planalto.
“Designei a senadora Teresa Leitão para assumir a liderança do governo no Senado com a missão de articular o debate e a aprovação de projetos de interesse da população brasileira que estão em tramitação”, escreveu Lula.
Entre os principais desafios da nova líder estão a condução das discussões sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 e a PEC da Segurança Pública. Ambas são consideradas estratégicas pelo governo federal.
Antes da definição, outros nomes chegaram a ser cogitados para a função, entre eles o senador Otto Alencar, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, e o senador Camilo Santana.
Professora e sindicalista, Teresa Leitão tem 74 anos e construiu sua trajetória política em Pernambuco. Antes de chegar ao Senado, exerceu cinco mandatos consecutivos como deputada estadual. Em 2022, tornou-se a primeira mulher eleita senadora pelo estado, com mais de dois milhões de votos. Até então, ocupava a liderança da bancada do PT no Senado.
A mudança na liderança do governo ocorre após Jaques Wagner anunciar sua saída do posto. O senador afirmou que a decisão foi tomada em comum acordo com o presidente Lula para que pudesse concentrar esforços em sua defesa.
Nos últimos dias, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao parlamentar em Brasília e Salvador. As investigações apuram suspeitas de que Wagner tenha recebido vantagens indevidas relacionadas ao banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master. O senador nega qualquer irregularidade.







