Filhos do ex-deputado Luis Eduardo Magalhães são acusados de fraude
Enquanto uma ação de reconhecimento de paternidade contra Luis Eduardo Magalhães se arrasta há oito anos em Brasília, os três herdeiros e a viúva do ex-presidente da Câmara dos Deputados, morto em 1998, se envolveram em um caso de polícia em torno da herança.
Em 17 de novembro de 2014, o Ministério Público da Bahia apresentou denúncia criminal contra Luis Eduardo Filho, Paula e Carolina Magalhes por terem assinado escritura falsa para transferir 50% do espólio do político para a mãe, Michelle Marie. Por ser um acordo pré-nupcial, ela não teria direito ao patrimônio do marido, razão apontada pela família para que os filhos doassem parte da herança “para dar algum suporte financeiro a mãe”.
O fato foi denunciado como fraude por Siméia Antun, mãe de Vitor Hugo, 21, que aguarda exame de DNA que comprovaria ser ele um quarto herdeiro, fruto de relação extraconjugal do político, morto de infarto aos 43 anos.
A realização do teste já foi determinada pela Justiça, mas nenhuma das partes fala sobre o andamento do processo, que corre em sigilo. Na denúncia, os promotores declaram que “para não partilhar todo o patrimônio com o suposto novo herdeiro, Luis Eduardo Filho, com o consentimento das irmãs e da mãe, teria providenciado com o advogado Francisco Bastos, também denunciado, a confecção de escritura pública, com data anterior ao da ação de paternidade, para transferir 50% dos bens recebidos do inventário do pai.”
Relação extraconjugal e herança – Siméia conheceu Luis Eduardo numa convenção do PFL, em 1989, na qual era recepcionista. Aos 20 anos, a garota-propaganda de uma rede popular de móveis virava assessora do parlamentar. Após a morte dele, ocupou o mesmo cargo nos gabinetes do senador Antonio Carlos Magalhães (1927-2007) e de seu suplente Antonio Carlos Magalhães Júnior (DEM-BA), pai e irmão do ex-deputado. Após a morte de ACM, mensagens de correio eletrônico trocadas entre os advogados das duas famílias demonstram “tentativa de acordo extrajudicial”. Está em jogo uma herança estimada em R$ 345 milhões, entre ações na TV Bahia, de propriedade da família Magalhães, e a Construtora Santa Helena.








