quinta-feira, 25 de julho de 2024

“A insanidade da 3a Guerra Mundial se aproxima” – por José Falcón Lopes

Foto: Reprodução

José Falcón Lopes

Nesta segunda-feira, 08 de julho de 2024, véspera da reunião pelos 75 anos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em Washington, nos EUA, a Rússia bombardeou o Hospital Pediátrico de Kiev, capital da Ucrânia, matando única e exclusivamente alvos civis.

A ideologia e outros compromissos excusos do atual governo brasileiro impediram a nossa política externa de condenar nominalmente o regime de Vladimir Putin, que se mantém no poder há mais de 20 anos e elimina covardemente seus opositores.

Antes de bombardear o Hospital Pediátrico de Kiev, Putin fez movimentos precisos no “xadrez” internacional: esteve reunido com o presidente da China, firmou acordos de defesa com a Coreia do Norte e com o Vietnã e levou um submarino nuclear para Cuba.

Ao mesmo tempo, o líder russo avisou ao Ocidente que não irá hesitar em fazer uso do seu arsenal nuclear, o mais letal do mundo, caso se sinta ameaçado.

Como consequência direta do ataque a Kiev, a Polônia, que é vizinha da Ucrânia e integra a OTAN, anunciou a assinatura de um acordo bilateral de segurança com a Ucrânia se responsabilizando pelo treinamento do Exército Ucraniano em troca da antecipação da defesa do espaço aéreo polonês. Em outras palavras, a Polônia já está mobilizada para a guerra.

Acontece que se o Exército Polonês for atacado pela Rússia estará deflagrado um novo conflito de proporções mundiais arrastando todos os 32 países membros da OTAN.

O início da 3a Guerra na Europa provavelmente irá desencadear conflitos em diversas regiões do planeta, principalmente na Ásia, uma vez que Austrália, Nova Zelândia, Japão e Coreia do Sul têm forte cooperação militar com o Ocidente em caso de sofrerem agressões da China, principal aliada da Rússia.

Neste cenário altamente inflamável, a única certeza é de que mais cedo ou mais tarde a 3a Guerra virá.

Talvez as eleições presidenciais dos EUA, marcadas para o mês de novembro, estejam longe demais para trazer alguma esperança de novos acordos diplomáticos. A deflagração desse conflito pode pegar a maior potência ocidental no meio de uma crise de liderança política.

Seja como e quando for, em caso de 3a Guerra, toda nação – inclusive o Brasil – precisará se posicionar de maneira clara.

Está chegando a hora da população brasileira cobrar essa clareza do atual governo: em caso de guerra mundial entre a Rússia e a OTAN, ao lado de quem o Brasil irá lutar?

José Falcón Lopes é hispano-brasileiro e jornalista.

10 de julho de 2024, 09:32

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