quinta-feira, 30 de abril de 2026

Adversários políticos de Temer criticam intervenção no Rio

Cláudia Nogueira

Se de um lado Temer acredita que a intervenção federal para conter a crise de segurança no Rio de Janeiro é uma oportunidade para recuperar a sua popularidade, do outro os seus adversários políticos tentam evidencia que a medida não passa de uma manobra política. Marin Silva divulgou uma nota nas redes sociais afirmando que a intervenção é uma medida extrema e que “reflete também a inação de sucessivos governos federais que negligenciaram a pauta da segurança pública deixando apenas para os estados a responsabilidade de enfrentar um problema complexo, que deveria ser tratado de maneira nacionalizada e integrada entre os entes federativos para promover ações mais efetivas e duradouras”.

A ex-senadora declarou, ainda, que espera que a intervenção tenha sido “precedida do mais responsável planejamento” para que traga um resultado efetivo para a população. Quem também se manifestou sobre o assunto foi o presidenciável Álvaro Dias. Ele considerou a medida como “lamentável” e disse torcer para que esta não seja “uma obra de marketing, que não seja uma encenação de natureza política”.

O também presidenciável Ciro Gomes usou as suas redes sociais para dizer que a intervenção é uma “aposta irresponsável” para “retirar da absoluta ilegitimidade” um “governo caracterizado por uma agenda anti-povo, anti-nacional e pela metástase da corrupção generalizada”.

“Ninguém duvide: a motivação é mesquinha e politiqueira. Biombo para o fracasso político da malfadada reforma da Previdência que de reforma nada tem”, disse. Apesar de não concordar com a intervenção, Ciro enalteceu o coronel Braga Netto, que será nomeado para cuida na segurança no Estado.

“O general a quem se atribuiu a penosa tarefa, Walter Braga Neto, é o que há de melhor em nossas Forças Armadas. Sério, competente e com elevado espírito público, deve ter o apoio de todos nós. Mas deve saber, com clareza, que, sem os meios corretos, sem inovações institucionais profundas, sem uma convergência com um Ministério Público e um Poder Judiciário muito diferentes do que temos, por média, sua tarefa corre muitos riscos (…) Torço muito que possa dar certo, mas duvido muito”, escreveu.

17 de fevereiro de 2018, 15:31

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