terça-feira, 23 de junho de 2026

AGU pede ao STF mais 5 dias para se manifestar sobre uso de fundo da Lava Jato para queimadas

Foto: Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) mais cinco dias para que órgãos do governo federal (o Ministério da Economia, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e a própria AGU) enviem ao tribunal uma manifestação sobre a possibilidade de destinar R$ 800 milhões – , oriundos de multa paga pela Petrobrás em acordo com a Justiça americana – à prevenção e ao combate de incêndios florestais na região amazônica.

O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, determinou que os órgãos opinassem dentro de 48 horas – prazo que se encerra neste domingo, 25.

A proposta de destinação de recursos do Fundo da Lava Jato (cujo valor total é de cerca de R$ 2,5 bilhões) para combater os incêndios na Amazônia foi apresentada pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados.

O destino dos R$ 2,5 bilhões do Fundo da Lava Jato parou na Suprema Corte em março, depois de a Procuradoria-Geral da República (PGR) questionar o acordo fechado entre a Petrobras e a força-tarefa da Lava Jato no Paraná que estabeleceu, entre outros pontos, a criação de uma fundação para gerir parte da multa. O caso caiu com Moraes, que resolveu suspender o acordo entre a estatal e o Ministério Público paranaense.

“Com a finalidade de alinhar os entendimentos dos diversos órgãos federais envolvidos nas mencionadas tratativas e de se colher manifestação dos ministérios interessados sobre a proposta, revela-se necessária a ampliação do prazo inicialmente concedido ao ente central para o seu pronunciamento”, escreveu o advogado-geral da União, ministro André Mendonça, ao solicitar a Alexandre de Moraes mais tempo para se pronunciar sobre a proposta da Câmara.

“Ante o exposto, requer a União a concessão de prazo adicional de 5 (cinco) dias para a manifestação dos órgãos federais (Advocacia-Geral da União, Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e Ministério da Economia)”, prosseguiu Mendonça.

25 de agosto de 2019, 17:35

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