segunda-feira, 11 de maio de 2026

Alexandre de Moraes inclui Bolsonaro como investigado no inquérito das fake news

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Da Redação

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, atendeu nesta terça-feira (3), o pedido do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e determinou a instauração de investigação contra o presidente Jair Bolsonaro em razão das alegações sobre fraudes nas urnas eletrônicas. De acordo com o ministro, o caso será distribuído por prevenção ao inquérito das fake news.  O chefe do Executivo também é investigado por suposta tentativa de interferência política na Polícia Federal, apuração aberta na esteira da renúncia do ex-ministro Sérgio Moro.

“Não há dúvidas de que as condutas do Presidente da República insinuaram a prática de atos ilícitos por membros da Suprema Corte, utilizando-se do modus operandi de esquemas de divulgação em massa nas redes sociais, com o intuito de lesar ou expor a perigo de lesão a independência do Poder Judiciário, o Estado de Direito e a Democracia; revelando-se imprescindível a adoção de medidas que elucidem os fatos investigados, especialmente diante da existência de uma organização criminosa – identificada no presente Inquérito 4781 e no Inquérito 4874 – que, ilicitamente, contribuiu para a disseminação das notícias fraudulentas sobre as condutas dos Ministros do Supremo Tribunal Federal e contra o sistema de votação no Brasil”, registrou Alexandre no despacho, segundo o Estadão.

A notícia-crime contra Bolsonaro foi apresentada ao STF na noite desta segunda (2), pelo presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, que solicitou a averiguação de “possível conduta criminosa” relacionada ao inquérito das fake news. Hoje, Bolsonaro voltou a atacar Barroso dizendo que ele presta “um desserviço à nação” e “coopta” outros ministros. A ação contra o chefe da Nação foi aprovada por unanimidade pelos ministros da corte eleitoral.

O texto da notícia-crime tem como base uma live em que Bolsonaro admitiu não ter provas, mas sim “indícios” de fraudes nas urnas eletrônicas. Antes do evento, porém, ele anunciava estar munido de evidências contundentes de manipulação do resultado das urnas eletrônicas.

Além da investigação criminal, também na segunda-feira, Bolsonaro se tornou alvo de inquérito administrativo no TSE. A ação vai apurar se, ao promover uma série de ataques sem provas às urnas eletrônicas, Bolsonaro praticou “abuso do poder econômico e político, uso indevido dos meios de comunicação, corrupção, fraude, condutas vedadas a agentes públicos e propaganda extemporânea”.

04 de agosto de 2021, 18:02

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