quinta-feira, 7 de maio de 2026

Analfabetismo entre negros é o dobro do entre brancos, diz IBGE

Foto: Reprodução

Da Redação

O analfabetismo afeta o dobro de negros do que de brancos no Brasil, percentualmente. Os dados divulgados hoje (22) pelo IBGE na Pnad (Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios) Contínua 2023 mostram a desigualdade regional. Mais de metade dos analfabetos do País está no Nordeste.

O jornal Folha de São Paulo informa que o analfabetismo cai no País, mas ainda atinge 9,3 milhões de pessoas. A taxa nacional diminuiu levemente, de 5,6%, em 2022, para 5,4%, em 2023. Ela se refere a pessoas com 15 anos ou mais que não sabem ler ou escrever um simples bilhete.

A taxa de analfabetismo entre negros é mais que o dobro da registrada entre brancos. De acordo com o IBGE, o problema afeta 7,1% dos negros (pretos e pardos) e 3,2% dos brancos.

A Folha destaca que a queda no analfabetismo entre negros é mais acelerada. Apesar de a taxa ainda ser bem mais alta, ela caiu 2 pontos percentuais desde 2016 (9,1%). Entre brancos, a queda foi de 0,6 ponto percentual.

Idade – O analfabetismo no Brasil está diretamente associado à idade, diz o IBGE. Quanto mais velho o grupo populacional, maior a proporção de analfabetos.

A taxa é de 15,4% na população acima de 60 anos, quase três vezes a taxa média total. No recorte por raça, 22,7% dos negros nessa faixa etária não sabem ler ou escrever, contra 8,6% dos brancos.

Esses resultados indicam que as gerações mais novas estão tendo maior acesso à educação e sendo alfabetizadas ainda enquanto crianças. Por outro lado, os analfabetos continuam concentrados entre os mais velhos.
IBGE

Só há mais mulheres analfabetas entre idosos. A taxa de analfabetismo entre os homens é de 5,7%, contra 5,2% das mulheres. Mas a tendência se inverte na faixa etária acima de 60 anos: 15,5% das mulheres não sabem ler nem escrever, contra 15,4% dos homens.

22 de março de 2024, 13:20

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