Ao colocar Boulos no governo, Lula mira 2026 apostando em movimentos sociais, avalia colunista
Da Redação
Ao nomear Guilherme Boulos (PSOL) para a Secretaria Geral da Presidência, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstra que já mira a eleição de 2026, apostando em uma estratégia de mobilização social. A avaliação é do colunista Elio Gaspari, na Folha de S.Paulo, que destaca que a escolha indica que Lula pretende “ir para a guerra” política, utilizando os movimentos sociais como principal instrumento de articulação.
Boulos, de 43 anos, liderou o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e traz experiência em mobilizações populares. Segundo ele, sua missão é “ajudar a colocar o governo na rua”, fortalecendo a presença direta do Executivo junto à população.
Para Gaspari, a indicação do ativista do PSOL também reflete um PT envelhecido, que busca renovação e dinamismo. “Com um partido envelhecido, Lula foi buscar Boulos para injetar vida ao governo”, escreve o colunista, ressaltando que o jovem líder pode mobilizar o eleitorado jovem e engajado, especialmente em grandes centros urbanos como São Paulo.
Boulos já enfrentou desafios eleitorais: disputou a prefeitura de São Paulo em 2024 e perdeu no segundo turno por mais de 1 milhão de votos, enquanto Lula havia vencido Bolsonaro na cidade dois anos antes. A experiência reforça sua capacidade de mobilização, mas também traz preocupações sobre seu passado de atuação considerada radical, incluindo a detenção temporária em 2017 durante reintegração de posse de um terreno invadido.
Analistas apontam que a presença de Boulos no governo serve tanto para energizar a base social do PT quanto para sinalizar que o presidente não pretende depender exclusivamente de alianças com a direita tradicional ou setores mais conservadores.








