Ao lado Lula, Jerônimo atribui à prefeitura de Salvador cancelamento de entrega de residencial; gestão Bruno Reis rebate
Da Redação
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou nesta quinta-feira (2) que a Prefeitura de Salvador foi responsável pelo cancelamento de uma das agendas previstas com o presidente Lula na capital baiana. A programação incluía a entrega de unidades do Residencial Zulmira Barros, pelo programa habitacional Minha Casa, Minha Vida.
Segundo o governador, a cerimônia que ocorreria na região do Subúrbio não foi realizada porque o empreendimento não obteve o “Habite-se”, documento indispensável para a liberação de imóveis, junto à gestão municipal, comandada pelo prefeito Bruno Reis (União Brasil).
“Nós iríamos hoje fazer uma entrega ao Zumira, um condomínio, mas não houve boa vontade da Prefeitura em liberar o Habite-se. E nós não iríamos botar o senhor [o presidente Lula] numa condição, se não tiver tudo pronto”, disse Jerônimo, em seu pronunciamento.
O governador atribuiu diretamente à ausência da licença a alteração na agenda presidencial. “Sem o ‘Habite-se’, o Governo Federal e o Ministério das Cidades não podem fazer a entrega. Então, por conta de uma licença da prefeitura, o presidente Lula não pôde fazer a entrega dessas unidades hoje aqui em Salvador”, completou.
Em nota, a prefeitura de Salvador contestou a versão apresentada pelo governador e afirmou ter recebido as declarações “com perplexidade”. Segundo a gestão municipal, o processo para emissão do Habite-se do Residencial Zulmira Barros, localizado em Fazenda Grande IV, ainda está em análise devido a pendências documentais atribuídas ao próprio governo estadual.
De acordo com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur), equipes técnicas da prefeitura e do Estado mantêm contato permanente para agilizar a tramitação. A administração municipal afirmou que a liberação será feita “com celeridade” assim que toda a documentação necessária for apresentada.
A prefeitura também destacou que a ausência do Habite-se não impede, necessariamente, a inauguração do empreendimento.
Apesar do impasse, parte da agenda institucional foi mantida. Jerônimo e Lula participaram de atos voltados à mobilidade urbana, incluindo a autorização das obras do Tramo IV da Linha 1 do metrô de Salvador e o lançamento de edital para expansão do VLT no trecho entre a Baixa do Fiscal e o Retiro.








