quarta-feira, 6 de maio de 2026

Após críticas de Lula, embaixador da Venezuela pede reunião com o Planalto

Foto: Reprodução

Da Redação

O assessor especial da presidência da República Celso Amorim vai receber o embaixador da Venezuela no Brasil, Manuel Vadell, para tratar das eleições venezuelanas. O encontro, ainda sem data, foi solicitado pelo diplomata após declarações do presidente Lula que questionaram as eleições daquele país, marcadas para o dia 28 de julho.

A embaixada da Venezuela ligou para o Palácio do Planalto na quarta-feira (27), para expressar o desejo de reunião. O contato foi noticiado pela coluna de Lauro Jardim, no “Jornal O Globo”.

No mesmo dia, o governo brasileiro tinha emitido uma nota afirmando que acompanhava com “preocupação” a impossibilidade do registro da candidatura de Corina Yoris, principal nome da oposição ao regime do presidente Nicolás Maduro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aliado histórico de Maduro, classificou a situação no país como “grave”.

“Ela não foi proibida pela Justiça. Me parece que ela se dirigiu até o lugar e tentou usar o computador, o local, e não conseguiu entrar. Então foi uma coisa que causou prejuízo a uma candidata”, disse.

Na avaliação de diplomatas do Itamaraty, o desejo da diplomacia venezuelana é “tentar acalmar as coisas”. Especialmente após o governo do presidente Nicolás Maduro publicar, na terça-feira, 26, uma nota reclamando do posicionamento brasileiro a respeito das eleições venezuelanas.

Os venezuelanos afirmaram que o posicionamento brasileiro era intervencionista, “nebuloso e parece ter sido ditado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos”. A imprensa internacional tem denunciado perseguições por parte do presidente Nicolás Maduro aos opositores.

Após o fim do prazo para inscrição de candidatos, a coalizão Plataforma Unitária Democrática, que reúne dez partidos de oposição, afirmou não ter conseguido registrar o nome de Corina Yoris. Ela já havia sido escolhida porque a candidata inicial, María Corina Machado, foi inabilitada pela Suprema Corte venezuelana, alinhada a Maduro.

Diante disso, a oposição deve apoiar o nome de Manuel Rosales, que conseguiu se inscrever de última hora no processo eleitoral. Maduro está no poder há 11 anos e tenta mais um mandato.

29 de março de 2024, 23:30

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