Após votos de Zanin, movimento reforça indicação de promotora baiana para STF
Da Redação
O ministro Cristiano Zanin, indicado do presidente Lula ao STF, irritou movimentos progressistas com seus últimos votos, sobretudo com relação à descriminalização da maconha e a equiparação do crime de transfobia ao de injúria racial. Grupos de esquerda se mostraram decepcionados com as posições do ex-advogado do presidente.
Diante disso, diversos movimentos passaram a cobrar a indicação para ocupação do cargo de ministro da Suprema Corte de juristas com visões e pensamentos mais aderentes a esses grupos. Após esses votos, voltou a ganhar força a campanha Ministra Negra Já, lançada pelo movimento Mulheres Negras Decidem (MND).
A campanha quer sensibilizar a sociedade civil e a comunidade jurídica sobre a importância de haver mulheres negras ocupando cadeiras do STF. Um dos nomes é da promotora baiana Lívia Sant’Anna Vaz. Ao lado dela, estão a juíza carioca Adriana Cruz e a advogada gaúcha Soraia Mendes.
Os três nomes são defendidos pelo movimento para assumir uma cadeira na alta cúpula do Poder Judiciário, com a saída da então ministra Rosa Weber em outubro. Se uma das juristas assumir o cargo, será a primeira vez que o Brasil terá uma mulher negra como Ministra do STF, em 132 anos de atuação do órgão.
Enquanto isso, demonstrando posições mais conservadoras, Zanin vai ganhando a simpatia de políticos e movimentos mais a direita, inclusive de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).








