Arthur Maia entra em rota de colisão com o governo na reforma administrativa
Da Redação
O Palácio do Planalto quer incluir no relatório da reforma administrativa as carreiras consideradas de Estado e que, com isso, garantiriam o benefício da estabilidade, que será alterado para outras categorias a partir do ingresso no serviço público.
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) quer contemplar os policiais, por exemplo. O presidente da comissão especial onde tramita a proposta de reforma na Câmara, deputado Fernando Monteiro (PP-PE), defende também a inclusão de juízes, diplomatas e fiscais da Receita Federal, com o aval do Planalto.
Relator da proposta na comissão especial, o deputado baiano Arthur Maia (DEM) é contra. Ele acredita que definir carreiras de Estado neste momento irá atrasar a votação da reforma. Pela proposta entregue pelo governo, os servidores classificados como pertencentes às carreiras de Estado terão regras parecidas com as atuais, com estabilidade garantida após três anos no serviço e ingresso por meio de concurso público.
“Não acho que poderia atrasar, mas, sim, trazer mais consenso”, disse Fernando Monteiro ao jornal O Estado de S. Paulo. Arthur Maia tem o apoio da equipe econômica do governo, que também é contra a inclusão das carreiras de Estado, que poderiam ser regulamentadas no futuro via projeto de lei, como forma de acelerar a tramitação da reforma.








