sábado, 13 de junho de 2026

Atentado contra Bolsonaro completa um ano e ainda é pauta entre opositores e seguidores

Foto: Reprodução

Redação

Há exatamente um ano, o então candidato à Presidência, Jair Bolsonaro, participava de um evento de campanha em Juiz de Fora (MG), quando foi atingido por uma facada, enquanto era carregado por uma multidão de seguidores. O autor do ataque, Adélio Bispo, foi preso e, depois de investigações comandadas pela Polícia Federal, constatou-se que ele agiu sozinho.

Mesmo assim, são muitas as teorias da conspiração que ainda permeiam o imaginário de seguidores e opositores. Para os aliados de Bolsonaro e pessoas próximas a ele, inclusive seus filhos, especialmente Eduardo e Carlos Bolsonaro, o ataque foi planejado por pessoas ligadas à esquerda, tese defendida pelo fato de que Adélio foi integrante do PSOL.

Já na oposição, há quem acredite que a facada é uma farsa montada pela campanha de Bolsonaro. Vídeos na internet chegaram a ser publicados, na tentativa de provar que Bolsonaro não teria sido atingido e que toda a ação foi coordenada com o objetivo de beneficiar, de alguma forma, o então candidato. Para essa tese, os opositores utilizam o argumento de que, após o atentado, Bolsonaro não participou de nenhum outro debate, nem no primeiro, nem no segundo turno, além de o ataque ter gerado uma comoção nacional.

O fato é que, hoje eleito, Bolsonaro ainda sofre as consequências da facada. Neste fim de semana, vai se preparar para o quarto procedimento cirúrgico em virtude do atentado. Além das consequências físicas, há consequências psicológicas: segundo a Coluna do Estadão, publicada no início da semana, pessoas próximas ao presidente dizem que ele nunca mais foi o mesmo depois da facada.

Segundo essas fontes, ele tem receio permanente da aproximação de fãs e apoiadores em agendas previamente divulgadas. Em uma entrevista à Folha de S. Paulo, chegou a dizer que dorme sempre com uma arma ao lado da cama.

 

 

 

06 de setembro de 2019, 13:28

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