Augusto Aras muda discurso e defende prisão de Roberto Jefferson
Da Redação
A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou ao Supremo Tribunal Federal (STF), defendendo que o ex-deputado federal Roberto Jefferson permaneça preso, preventivamente, por conta de um comportamento que, segundo o órgão, “demonstra a ausência de comprometimento a cumprir as determinações judiciais que lhes são impostas”.
O parecer representa uma mudança de posicionamento sobre o presidente afastado do PTB por parte da PGR, que vinha defendendo sua ida para a prisão domiciliar. Jefferson, que é bolsonarista, foi preso em agosto por ordem do ministro Alexandre de Moraes sob a acusação de ameaças às instituições e à democracia.
“Em que pesem as manifestações anteriores no sentido de que o requerente faz jus ao recolhimento domiciliar, os últimos comportamentos do investigado demonstram a ausência de comprometimento a cumprir as determinações judiciais que lhes são impostas”, diz a PGR em parecer assinado pela subprocuradora-geral da República Lindôra Maria Araújo, auxiliar de confiança do procurador-geral da República, Augusto Aras.
A PGR aponta que a determinação da prisão preventiva buscava impedir que Jefferson continuasse a praticar condutas criminosas, como a divulgação de manifestações, pessoalmente ou por intermédio de outras pessoas, por meio de áudios, escritos e vídeos com ofensas aos ministros do STF e ameaças à democracia. Mas que a prisão “não se mostrou suficiente” para impedir que ele continuasse a proferir ofensas.








