segunda-feira, 4 de maio de 2026

Bahia é 3º estado com mais empregadores na ‘lista suja’ do trabalho escravo

Foto: Reprodução

Da Redação

Bahia é 3º estado com mais empregadores na ‘lista suja’ do trabalho escravoA Bahia ocupa a terceira posição no ranking nacional de empregadores incluídos na chamada “lista suja” do trabalho escravo, segundo atualização divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O estado soma 17 nomes no cadastro, empatado com a Paraíba e atrás apenas de Minas Gerais e São Paulo.

O levantamento reúne ocorrências identificadas entre 2020 e 2025 em 21 unidades da federação. No total, os casos mais recentes resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores em condições análogas à escravidão em todo o país.

De acordo com o MTE, o cadastro é atualizado semestralmente e inclui empregadores após decisão administrativa definitiva. Na mesma atualização, 225 nomes foram excluídos por terem cumprido o prazo de dois anos na lista.

Na Bahia, os registros se distribuem entre capital e interior, atingindo diferentes setores da economia. Em Salvador, os casos estão concentrados principalmente no trabalho doméstico, considerado de difícil fiscalização. Já no interior, predominam ocorrências ligadas a atividades rurais e extrativistas.

Entre os setores mais afetados estão a pecuária, o cultivo agrícola — incluindo café, hortaliças e sisal —, além da extração de madeira, areia e argila. Municípios como Amargosa, Correntina, Itabuna e Serrinha concentram registros ligados à criação de bovinos. Já cidades como Barra do Choça e Ituaçu aparecem com casos no cultivo de café.

Também há registros em áreas urbanas e industriais, como em Camaçari, no setor de fabricação de veículos, e em Lauro de Freitas, na construção civil.

Após o resgate, o atendimento às vítimas envolve ações integradas de saúde, assistência social, geração de renda, educação e acesso à terra. Na Bahia, o trabalho é articulado pelo Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (NETP), que atua na reinserção social dos trabalhadores.

Autoridades também alertam para a prevenção. Promessas de emprego com salários elevados, benefícios excessivos ou facilidades incomuns podem indicar risco de exploração, especialmente em ofertas para outras cidades, estados ou países.

14 de abril de 2026, 09:00

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