Bolsonaro alega irregularidades e solicita bloqueio do fundo partidário do PSL
Redação
O presidente Jair Bolsonaro e 23 parlamentares do PSL pediram nesta quarta-feira (30) para a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o bloqueio do fundo partidário da legenda e o “afastamento cautelar dos atuais dirigentes”. Alegando “indícios graves de irregularidades” nas contas do partido, eles querem que o PSL fique impedido de movimentar os recursos já recebidos e proibido de receber novos repasses.
“É no mínimo prudente que os fatos aqui aduzidos sejam investigados com celeridade e, corroborado o indício, sejam tomadas providências cautelares para bloqueio de recursos e a sustação cautelar dos repasses do Fundo Partidário, além do afastamento cautelar dos atuais dirigentes sobre a gerência desses recursos públicos”, diz o documento.
Bolsonaro e os parlamentares afirmam que “a falta de transparência na prestação de contas é algo recorrente no partido” e citam supostas irregularidades nas prestações de 2014, 2015, 2016, 2017 e 2018. Eles ainda reclamam da resposta da direção do partido a um pedido de informações sobre as contas, afirmando que tratou-se de “verdadeira esquiva”.
A solicitação ocorreu “em nome da transparência, da moralidade e do resguardo e proteção do patrimônio público”. Além de Bolsonaro, apoiam o pedido o senador Flávio Bolsonaro (RJ) e 22 deputados, entre eles o líder do PSL na Câmara, Eduardo Bolsonaro (SP), e o líder do governo na Câmara, Vitor Hugo (GO).








