quinta-feira, 7 de maio de 2026

Bolsonaro segue internado com broncopneumonia e quadro de saúde intensifica disputa no STF

Foto: Ton Molina / STF

Da Redação

O ex-presidente Jair Bolsonaro permanece internado em Brasília há mais de 48 horas com diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral, quadro considerado grave e que exige monitoramento contínuo da equipe médica.

Segundo informações confirmadas por fontes próximas, o estado de saúde apresentou piora na última sexta-feira (13), quando o ex-mandatário registrou picos de febre e queda na saturação de oxigênio para 82%, nível considerado crítico — o ideal para adultos é acima de 95%.

O histórico clínico de Bolsonaro tem sido apontado como fator de preocupação. Nos últimos meses, ele passou por uma série de complicações de saúde, incluindo exames após queda no início de 2026, crises de soluços e tratamento de hérnia no fim de 2025, além de uma cirurgia abdominal de grande porte realizada em abril do mesmo ano. As condições são associadas a sequelas decorrentes do atentado sofrido em 2018.

O agravamento do quadro também repercute no campo jurídico. A defesa do ex-presidente voltou a acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar converter eventual cumprimento de pena em prisão domiciliar, com base em argumentos humanitários e no risco à saúde.

Entre as condições médicas apontadas estão, além da infecção pulmonar, doenças crônicas como hipertensão, aterosclerose, apneia do sono e refluxo gastroesofágico. A defesa sustenta que o conjunto de comorbidades e o histórico de múltiplas cirurgias inviabilizam a permanência em regime fechado.

Aliados políticos também se manifestaram. O vereador Carlos Bolsonaro afirmou que há “riscos concretos à vida” do ex-presidente, com base em laudos médicos. Já o senador Flávio Bolsonaro indicou que a estratégia jurídica aguarda um parecer médico conclusivo para reforçar o pedido de prisão domiciliar.

A solicitação deve se basear no artigo 117 da Lei de Execução Penal, que prevê o benefício em casos de doença grave ou extrema debilidade. Até o momento, não há nova decisão judicial sobre o pedido.

17 de março de 2026, 10:00

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