Braga Netto: “Nunca se tratou de golpe e muito menos de plano de assassinar”
Da Redação
O ex-ministro da Defesa e candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro (PL), general Walter Braga Netto, divulgou um comunicado à imprensa neste sábado (23),´publicado também nas redes sociais, rebatendo as suspeitas sobre seu envolvimento nos planos de golpe de Estado após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais de 2022.
O militar negou que houvesse plano de assassinato contra autoridades. “Nunca se tratou de golpe, e muito menos de plano de assassinar alguém”, escreveu ele.
A postagem também contém uma nota de seus advogados, no qual se afirma que o general sempre “primou pela correção ética e moral na busca de soluções leais e constitucionais” ao longo de sua trajetória profissional.
“A defesa do general Braga Netto acredita que a observância dos ritos do devido processo legal elucidarão a verdade dos fatos e a responsabilidade de cada ente envolvido nos referidos inquéritos, por suas ações e omissões”, afirma a nota.
A nota da defesa acrescenta que o general, durante o governo passado, foi um dos poucos que “manteve lealdade” ao então presidente até o final do governo, em dezembro de 2022, e que mantém até os dias atuais. O texto ainda acrescenta que esse posicionamento se dá por “crença nos mesmos valores e princípio inegociáveis”.
Braga Netto foi indiciado pela Polícia Federal na quinta-feira (21), assim como o ex-presidente Bolsonaro e outras 35 pessoas, que teriam atuado numa trata para impedir a posse de Lula, após a vitória nas eleições presidenciais.
Também integram a lista o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, o ex-diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) Alexandre Ramagem, hoje deputado federal, e o ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) Augusto Heleno, esse general da reserva.
O indiciamento aponta 37 nomes como suspeitos dos crimes de abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa.