quinta-feira, 30 de abril de 2026

Brasil exige libertação de ativistas detidos por Israel, entre eles Greta Thunberg e brasileiro Thiago Ávila

Foto: Reprodução/Redes sociais

Da Redação

O governo brasileiro emitiu nesta segunda-feira (10) uma nota oficial exigindo a libertação imediata dos tripulantes do barco humanitário Madleen, interceptado pela Marinha de Israel quando se aproximava da Faixa de Gaza. Entre os detidos estão a ativista sueca Greta Thunberg e o brasileiro Thiago Ávila.

Em comunicado, o Itamaraty destacou o princípio da liberdade de navegação em águas internacionais e cobrou que Israel cumpra “suas obrigações como potência ocupante”, referindo-se à necessidade de garantir a entrada de ajuda humanitária em território palestino. As embaixadas brasileiras na região foram colocadas em alerta para prestar assistência consular, caso necessário.

A embarcação fazia parte da Coalizão da Flotilha da Liberdade e havia partido da Itália em 1º de junho, com uma escala no Egito. A bordo, estavam 12 ativistas e suprimentos destinados à população de Gaza. Segundo a coalizão, o contato com o barco foi perdido após a interceptação, classificada como “sequestro”.

O governo de Israel reagiu com ironia à operação, chamando o Madleen de “‘iate das selfies’ das ‘celebridades’”, e afirmou que a pequena quantidade de suprimentos será encaminhada a Gaza por “canais humanitários reais”.

Lara, esposa do brasileiro detido, divulgou um vídeo denunciando a abordagem: “Eles foram atacados pelo Exército israelense, que subiu no barco”. Ela pede mobilização internacional para pressionar pela libertação dos ativistas e pelo fim do que classificou como “cerco ilegal a Gaza”.

A Comissão Arns, entidade de direitos humanos no Brasil, também se pronunciou, condenando a violência israelense e alertando para o impacto sobre civis, incluindo mulheres e crianças. A comissão ressaltou o crescimento do repúdio internacional às ações militares israelenses, inclusive dentro do próprio país.

09 de junho de 2025, 11:23

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