domingo, 26 de abril de 2026

Brasileira segue presa em montanha na Indonésia três dias após acidente; família critica lentidão no resgate

Foto: Reprodução

Da Redação

Três dias após sofrer uma queda durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, a brasileira Juliana Marins, de 26 anos, continua sem ser resgatada. A informação foi confirmada pela família da jovem, natural de Niterói (RJ), que tem usado as redes sociais para relatar a situação e denunciar a condução da operação de salvamento. Nesta segunda-feira (23), as buscas foram novamente interrompidas por conta do mau tempo, segundo relatos publicados em perfil criado pelos parentes para divulgar atualizações sobre o caso.

De acordo com Mariana Marins, irmã de Juliana, o resgate foi suspenso por volta das 16h no horário local (5h em Brasília). “Antes mesmo disso, já havia sido dito que os trabalhos seriam encerrados ao entardecer, já que as equipes não operam à noite”, escreveu. A família afirma que as autoridades locais não demonstram agilidade nem estrutura adequada para lidar com o caso. “É um processo lento, sem planejamento, competência e estrutura”, criticou.

Segundo os parentes, Juliana estaria em um desfiladeiro, a aproximadamente 600 metros abaixo da trilha principal. Os socorristas teriam conseguido avançar apenas 250 metros no terreno até o momento. “Faltavam 350 metros para chegar até Juliana e eles recuaram. Mais uma vez! Nós precisamos de ajuda com urgência!”, diz uma das publicações.

A família também contesta informações divulgadas por autoridades locais e pela Embaixada do Brasil em Jacarta, que afirmaram que a jovem teria recebido água, comida e agasalhos. “Não é verdade. As equipes de resgate não chegaram até ela. As cordas não tinham o tamanho necessário e a visibilidade era baixa”, afirmou Mariana. Ela também denunciou que vídeos divulgados como sendo do resgate teriam sido manipulados. “Forjaram imagens para parecer que o resgate havia ocorrido”, disse.

O acidente ocorreu na madrugada de sábado (21), segundo o horário local. Juliana foi localizada por volta das 17h30 do mesmo dia, com a ajuda de um drone operado por turistas. As imagens registradas pelo equipamento, segundo a família, mostram a jovem caída no desfiladeiro.

A irmã de Juliana relatou ainda que a jovem fazia a trilha com um grupo de cinco pessoas e um guia local. O acidente teria acontecido no segundo dia da caminhada, após Juliana se queixar de cansaço. “O guia disse para ela descansar e seguiu sozinho. Juliana ficou desesperada porque ninguém voltou e acabou caindo. Ela foi abandonada”, contou Mariana.

Apesar da situação crítica, o parque onde está localizado o Monte Rinjani permanece aberto ao público, com turistas realizando trilhas normalmente. “Juliana está sem água, comida ou agasalhos e vai passar mais uma noite à espera de socorro. É negligência!”, afirmou a família.

Juliana Marins é formada em Publicidade pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e atua como dançarina de pole dance. Desde fevereiro, ela realizava uma viagem pela Ásia, tendo visitado Filipinas, Vietnã e Tailândia antes de chegar à Indonésia.

23 de junho de 2025, 08:05

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