sábado, 22 de janeiro de 2022

Bruno Reis critica determinações do Ministério da Saúde para vacinação de crianças

Foto: Marcelo Camargo /Agência Brasil

Da Redação

O prefeito de Salvador, Bruno Reis, pode abrir mão da exigência de autorização dos pais, para vacinar as crianças contra a Covid-19, caso haja aglomerações nos pontos de imunização e as crianças fiquem mais tempo nos postos, o que aumenta o risco de contaminação. O gestor afirmou que o deve prevalecer é o bom senso.

A determinação de necessidade da autorização é do Ministério da Saúde, que incluiu ainda a necessidade das crianças terem que esperar por 20 minutos, para observação de reações adversas.

“Infelizmente, a gente lamenta as dificuldades que são colocadas e os embaraços nesses processos, que acabam dificultando a vida das pessoas e a logística da prefeitura. Imagine vocês que as crianças vão ter que levar uma autorização. Além do pai, da mãe ou do responsável legal estar presente ainda tem que ter uma declaração escrita, e a criança ainda tem que aguardar por 20 minutos, após a aplicação da dose, para ver se vai ter uma reação adversa e só em seguida ser liberada”, comentou.

“Se tiver risco de aglomeração, se por conta disso tiver grandes filas, eu vou abrir mão dessa exigência. Pode vir Ministério da Saúde ou quem for adotar as providências que acharem cabíveis, mas é irrazoável”, acrescentou.

Bruno Reis reforçou que acha pouco provável que crianças apresentem reações à vacina em 20 minutos. Por causa disso, os pais ou responsáveis deverão usar o formulário de reações adversas, que está disponível no site da Secretaria Municipal de Saúde.

“Até porque não sou especialista na área da saúde, mas uma criança ter uma reação adversa em 20 minutos é muito difícil. Pode ter depois, e aí tem todo um sistema que já está disponível hoje, para pessoas de outras idades que tiveram reações adversas de outras idades, e continuará disponível, com uma estrutura até maior, para atender as crianças”, disse.

14 de janeiro de 2022, 13:05

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