domingo, 3 de maio de 2026

BYD supera a Tesla como maior fabricante mundial de carros elétricos

Foto: Reprodução

Da Redação

O lançamento de modelos populares, os subsídios do governo chinês e uma forte expansão no exterior apontavam para um cenário de liderança da BYD, chinesa que fabrica de painéis solares a ônibus e que, agora é, oficialmente, a maior produtora de carros elétricos do mundo.

A BYD vendeu 526.409 veículos totalmente elétricos no quarto trimestre 2023, contra 484.507 carros vendidos pela Tesla no mesmo período. Os resultados, divulgados nesta terça-feira, fazem com que a liderança no setor dos 100% elétricos trocasse de mãos pela primeira vez em mais de 10 anos.

Os números da BYD – que no Brasil está investindo numa fábrica na Bahia, onde ficavam as instalações da Ford – mostram um crescimento acelerado. No trimestre anterior, a chinesa havia entregue 432 mil veículos.

A Tesla, por sua vez, superou as estimativas dos analistas e, em 2023, vendeu 1,8 milhão de carros. Mas, no fim do ano, foi ultrapassada pela rival, que ganhou espaço com seus modelos populares que são um sucesso de vendas na China.

As ações da Tesla caíram até 1,6% logo após o início do pregão regular desta terça-feira (02) em Nova York. As ações subiram 102% no ano passado, recuperando-se de uma perda recorde em 2022 ligada à aquisição do Twitter por Musk, a empresa de mídia social agora conhecida como X.

A mudança no ranking global de carros 100% elétricos reflete a crescente influência da China no setor automotivo global. Depois de ultrapassar os Estados Unidos, a Coreia do Sul e a Alemanha nos últimos anos, a China pode ter ultrapassado o Japão como o maior exportador de carros de passeio do mundo em 2023.

A BYD, que fabrica veículos elétricos a bateria, os BEVs, assim como híbridos plug-in, conseguiu a primeira posição em vendas de carros totalmente elétricos tornando-se acessível. Seus veículos são vendidos, em média, por menos de US$ 30 mil a unidade, enquanto que os da Tesla custam acima de US$ 40 mil, na média, mesmo depois dos cortes de preços em 2023.

02 de janeiro de 2024, 18:00

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