Câmara de Salvador inicia digitalização de acervo com mais de 15 milhões de páginas
Da Redação
A Câmara Municipal de Salvador iniciou um projeto de modernização para digitalizar e reorganizar o acervo documental da Casa, estimado em mais de 15 milhões de páginas distribuídas em diferentes setores do Legislativo municipal.
A proposta foi apresentada nesta segunda-feira (25), durante reunião com gestores realizada no auditório do Edifício Bahia Center, em Salvador.
O projeto prevê a criação de um arquivo geral digital e a implantação de um sistema eletrônico para gerenciamento e consulta de documentos públicos.
Segundo a coordenadora do Arquivo Geral da Câmara, Fernanda Linhares, a iniciativa busca ampliar a eficiência administrativa e fortalecer a transparência institucional.
“Trata-se de uma iniciativa ampla, que envolve desde o tratamento dos arquivos físicos até a implantação de um sistema de gestão eletrônica”, afirmou.
O contrato terá duração de dois anos e será executado em etapas. Entre os serviços previstos estão higienização, restauro, organização do acervo físico e digitalização dos documentos.
De acordo com Fernanda, a medida deve facilitar tanto o funcionamento interno da Câmara quanto o acesso da população a informações públicas, como leis, decretos e resoluções produzidos pelo Legislativo.
O diretor-geral da Câmara, Adriano Gallo, afirmou que a iniciativa integra um processo de reestruturação administrativa iniciado após mudanças no Regimento Interno da Casa, que permitiram a criação do Setor de Arquivo.
A empresa responsável pelos serviços será a Qualycopy, vencedora da licitação. Segundo a Câmara, a companhia já atuou anteriormente na digitalização do Arquivo Público de Salvador.
O responsável técnico da empresa, Ravel Pinheiro, destacou que a experiência acumulada deve contribuir para a implantação do novo sistema documental.
A coordenação do projeto informou ainda que os setores administrativos da Câmara participarão do mapeamento dos fluxos internos e da definição da destinação adequada dos documentos.
Atualmente, o acesso ao acervo ocorre de forma presencial ou por solicitações via telefone e e-mail, sem um sistema integrado de consulta. A expectativa é de que o novo modelo ofereça maior rapidez, segurança e padronização no acesso às informações públicas, além de preservar a memória institucional do Legislativo soteropolitano.








