Caos em lançamento de relógios da Swatch gera tumultos, filas e confronto com polícia nos EUA e Europa
Da Redação
O lançamento de uma coleção especial de relógios de bolso da Swatch em parceria com a tradicional marca suíça Audemars Piguet provocou cenas de caos em lojas dos Estados Unidos e da Europa no último fim de semana. Filas que duraram dias, empurra-empurra, brigas, portas danificadas e até uso de gás lacrimejante foram registrados durante a venda da coleção “Royal Pop”.
Os relógios, vendidos por cerca de US$ 400 (aproximadamente R$ 2 mil), estavam disponíveis apenas em unidades selecionadas da Swatch, o que levou centenas de consumidores a acamparem em frente às lojas na tentativa de garantir um exemplar.
Em Nova York, na loja da Times Square, houve aglomeração e tumulto na entrada do estabelecimento. O nova-iorquino John McIntosh, de 44 anos, relatou à agência France-Presse (AFP) que enfrentou “empurrões em todas as direções” após passar dias na fila entre quarta-feira (13) e sábado (16).
Na Europa, a situação também saiu do controle. Houve registros de confrontos com a polícia e fechamento temporário de lojas na Alemanha, França, Holanda e Reino Unido. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram tanto consumidores exibindo os relógios adquiridos quanto cenas de correria e desordem.
A Swatch afirmou nesta segunda-feira (18) que os episódios ocorreram por falhas na organização dos shoppings onde as vendas foram realizadas. Nas redes sociais, usuários criticaram o que chamaram de “surto de consumismo”, enquanto muitos compradores admitiram que pretendiam revender os itens por preços mais altos.
A expectativa de valorização se deve à associação da coleção com a Audemars Piguet, fabricante de relógios de luxo cujos modelos podem custar dezenas de milhares de dólares. Apesar disso, os relógios da coleção “Royal Pop” são feitos de plástico, não possuem pulseira e têm design semelhante a uma etiqueta de bagagem.








