Capitão da PM morto em tentativa de assalto em Salvador era oficial experiente e empresário em Periperi
Da Redação
O capitão da Polícia Militar Osniésio Pereira Salomão, morto a tiros na noite de quinta-feira (15) durante uma tentativa de assalto em Salvador, era reconhecido por colegas e amigos pela atuação profissional e pela relação próxima com a comunidade onde vivia. Aos 37 anos, o oficial era descrito como “um ser humano incrível”, “um grande homem” e “instrumento de Deus”.
Conhecido como capitão Salomão, ele estava lotado na 18ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Periperi). Integrante da corporação desde 2010, construiu carreira em diferentes unidades e chegou a ocupar o posto de subcomandante do Batalhão Gêmeos, responsável pelo Policiamento de Prevenção a Furtos e Roubos a Coletivos.
Além da trajetória na segurança pública, Salomão também era empresário. Ele fundou o Boteco do Salomé, bar localizado em Periperi que se tornou conhecido nas redes sociais, onde soma mais de 61 mil seguidores. Após a morte do capitão, o estabelecimento anunciou a suspensão das atividades por tempo indeterminado.
“Salomão não foi apenas o nosso fundador. Foi uma presença marcante, sempre acolhedora, que transformava cada mesa em encontro, cada conversa em riso e cada cliente em amigo”, informou o bar, em nota.
A morte do oficial também provocou manifestações de pesar entre amigos. Em uma das homenagens publicadas nas redes sociais, um deles escreveu: “Hoje me despeço com o coração em pedaços de um amigo que um dia me salvou a vida e que agora partiu para o céu. Você foi mais que um amigo, foi um instrumento de Deus”. O capitão era casado e deixa duas filhas.
Em nota oficial, a Polícia Militar da Bahia lamentou a perda. “Neste momento de dor e saudade, a PMBA se solidariza com familiares, amigos e irmãos de farda, rendendo homenagens a um oficial que honrou a farda que vestiu e contribuiu de forma significativa para a segurança pública da Bahia”, afirmou a corporação.
O secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, também se pronunciou. “Recebo com profunda tristeza e consternação a notícia do falecimento do Capitão PM Salomão, ocorrido após confronto com criminosos. Manifesto minha solidariedade aos familiares, colegas de farda, amigos e a toda a Polícia Militar da Bahia. Garanto que nossas equipes estão no terreno. Estamos enlutados, mas firmes e unidos. Não mediremos esforços para localizar e responsabilizar todos os envolvidos nesse crime violento.”
Já o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, destacou que o policial não estava em serviço no momento do crime. “Meus sentimentos aos familiares e também à tropa. Não vamos permitir de forma nenhuma que, em confronto, os nossos caiam. Se tiver que cair, que caiam os bandidos. Seremos firmes com isso. O policial não estava trabalhando, mas é um policial, um cidadão”, declarou.
“Determinei que as forças de segurança busquem os autores da ação e aqueles que estão por trás. Se houver crime organizado envolvido, vamos encontrar”, acrescentou o governador.








