quarta-feira, 10 de junho de 2026

Carballal deve permanecer ao menos em julho como vereador e presidente da CBPM; salários somam mais de R$51 mil

Foto: Divulgação

Da Redação

A relutância do novo presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Henrique Carballal (PDT), em renunciar ao mandato de vereador tem provocado constrangimentos entre os demais representantes da Câmara Municipal de Salvador. Nos bastidores, o pedetista tem sido criticado por colegas, embora publicamente ninguém se posicione.

Carballal tem dito que só vai se licenciar após uma determinação do governador Jerônimo Rodrigues (PT), a quem chama de líder político. Entretanto, o Toda Bahia apurou que isso só deve ocorrer após o recesso de meio de ano da Câmara, que dura todo o mês de julho. Até lá, o pedetista vai receber dois salários: o de vereador, no montante de aproximadamente R$19 mil, e o de presidente da CBPM, que gira em torno de R$32 mil.

Como presidente da CBPM, Carballal tem ainda direito a ajuda de custo por filho de até 12 anos em escola ou creche e vale alimentação no valor de quase R$700, além de carro e motorista.

Nesta quarta-feira (28), a Câmara Municipal divulgou um parecer jurídico determinando que cabe ao próprio vereador a decisão final sobre se tira licença ou não do mandato. Ou seja, o entendimento é o mesmo da Procuradoria Geral do Estado (PGE) de que pode haver acúmulo de funções, desde que não haja incompatibilidade de horários. Esse entendimento leva em conta que a CBPM não é alcançada pela Lei das Estatais e o presidente não ocupa um cargo público, apesar de o maior acionista da companhia ser o governo do Estado.

Nesta semana, a Câmara reduziu o expediente da Casa para seis horas diárias de trabalho. Ou seja, se trabalhar oito horas na CBPM, Carballal cumprirá jornada diárias de 14 horas. Para evitar um desgaste maior, no entanto, o edil já teria comunicado aos mais próximos que só irá acumular as duas funções em julho, ou seja, durante o recesso parlamentar.

O suplente de Carballal é Randerson Leal (PDT), filho do deputado estadual Roberto Carlos (PV), que tem cobrando aos aliados de Jerônimo e ao próprio presidente da CBPM a licença, que teria sido um compromisso assumido com o governador.

 

29 de junho de 2023, 12:36

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