sexta-feira, 1 de maio de 2026

Carta de Conjuntura da SEI aponta desaceleração da economia no 2º trimestre, apesar do emprego em alta

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Da redação

A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) divulgou a Carta de Conjuntura referente ao segundo trimestre de 2025. A análise destaca o cenário nacional de juros elevados, inflação acima da meta e a incerteza diante das expectativas sobre o “tarifaço” do governo norte-americano, fatores que impactaram negativamente a confiança de empresários e consumidores, com reflexo sobre o PIB da Bahia no segundo trimestre.

A economia baiana desacelerou no segundo trimestre, motivada pelas quedas da indústria geral e serviços, mas a significativa geração de emprego formal e, principalmente, o excelente desempenho da safra de grãos contribuíram para que o PIB da Bahia, calculado pela SEI, sustentasse a expansão de 0,3%, quando comparado ao trimestre anterior. No segundo trimestre de 2025, em relação ao mesmo período de 2024, houve crescimento de 2,1%, acompanhando a taxa do PIB do Brasil para o mesmo período, que foi de 2,2%.

Com base nas pesquisas mensais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a indústria baiana (extrativa e de transformação) caiu 1,2% no 2º trimestre em relação ao 1º trimestre de 2025, quando havia expandido 3,0% na mesma base de comparação. Os sinais de desaceleração ficam evidentes quando se compara o primeiro semestre de 2025 com o ano passado. A indústria baiana cresceu apenas 0,7% no primeiro semestre deste ano.

Os reflexos da política monetária contracionista, da inadimplência e do endividamento das famílias impactaram os resultados do comércio varejista no segundo trimestre de 2025, embora o mercado de trabalho ainda continue em expansão, o que mitigou os efeitos adversos nesta política. No segundo trimestre, a expansão das vendas na Bahia apresentou taxa positiva de 3,4% em relação ao trimestre imediatamente anterior e de 1,7% na comparação anual. No primeiro semestre, o varejo ficou praticamente estável (0,6%). Já no varejo ampliado houve variação negativa (-2,4%).

O volume de serviços na Bahia, quando comparado com o 2º trimestre do ano anterior, apresentou queda de 2,0%, invertendo a sequência de aceleração que foi iniciada no 2º trimestre de 2021 (28,4%), para esse tipo de comparação.

Por sua vez, o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/IBGE), de julho de 2025, estimou uma produção de cereais, oleaginosas e leguminosas acima de 12,8 milhões de toneladas, o que representa uma expansão de 12,7% na comparação com a safra de 2024.

02 de outubro de 2025, 22:00

Compartilhe: