Alban apresenta agenda ao Congresso e pede debate técnico sobre jornada 6×1
Da Redação
O presidente da Confederação Nacional da Indústria, Ricardo Alban, apresentou nesta terça-feira (24), em sessão solene do Congresso Nacional, a 31ª edição da Agenda Legislativa da Indústria. O documento reúne propostas consideradas estratégicas para o setor produtivo e traz posicionamentos sobre projetos em tramitação no Legislativo.
A agenda lista 135 proposições acompanhadas pela indústria, das quais 81 recebem apoio e 54 enfrentam divergência. Entre os temas mais sensíveis está a PEC 8/2025, que trata da jornada de trabalho e propõe mudanças na escala 6×1.
A entidade defende que o tema seja debatido com maior profundidade antes de qualquer votação. Segundo a CNI, alterações na jornada sem negociação coletiva e sem ajustes na remuneração podem elevar custos operacionais, comprometer a competitividade das empresas e impactar negativamente a geração de empregos formais.
Ricardo Alban também criticou o que chamou de discussão “passional” sobre o assunto e defendeu um debate mais técnico e equilibrado. Para ele, mudanças estruturais precisam ser construídas com base em diálogo amplo e planejamento de longo prazo.
Durante o discurso, o dirigente abordou ainda desafios estruturais da economia brasileira, como o chamado “Custo Brasil”, os juros elevados e o preço da energia, que, segundo ele, dificultam a competitividade da indústria nacional.
Entre as propostas acompanhadas com maior atenção pela CNI estão projetos como o que reforma o Código Civil, o que atualiza a lei de concessões e o que cria um marco legal para a política industrial. Dois itens já avançaram: a ratificação do acordo entre Mercosul e União Europeia e a modernização do sistema de crédito à exportação.
A Agenda Legislativa da Indústria é elaborada anualmente com a participação de federações estaduais, associações setoriais e sindicatos, e funciona como um guia de prioridades do setor junto ao Congresso Nacional.








