sexta-feira, 8 de maio de 2026

Codinomes não identificados levaram mais de 100 mi de propina da Odebrecht

Cláudia Nogueira

Os empresários da Odebrecht que assinaram a delação premiada junto ao Ministério Público Federal deixaram de explicar cerca de 600 codinomes que teriam recebido propina do setor de operações ilegais da construtora, informa a Folha na edição de hoje (30/12). Juntos, os 20 maiores não identificados receberam mais de R$ 100 milhões em propina. O setor era comandado pelo baiano Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho, conhecido como Bel Silva (foto).

A reportagem da Folha de S. Paulo analisou nos últimos quatro meses cerca de 2.300 listas de pagamentos que fazem parte do acervo de 76 mil páginas apresentadas pela Odebrecht na delação premiada assinada com o Ministério Público Federal.

“Na documentação também há outro tipo de lacuna: uma planilha intitulada “tradução” traz apelidos vinculados a nomes de políticos, entre eles o do presidente da República, Michel Temer (MDB-SP), o do pré-candidato ao Palácio do Planalto Ciro Gomes (PDT-CE) e o do vice-prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB-SP), mas não há informações sobre repasses ligados aos codinomes.

Esse arquivo lista, por exemplo, o presidente Temer associado ao codinome “sem medo”, Ciro Gomes ligado ao termo “sardinha” e Bruno Covas relacionado à expressão “neto pobre””, informa a reportagem.

30 de dezembro de 2017, 14:10

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