Com salários de até R$110 mil, Codeba terá diretorias fatiadas para aliados de Lula; PSB já tem indicado para diretoria
Da Redação
A Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) tem uma das estruturas mais cobiçadas por políticos que disputam cargos federais na Bahia. Isso por conta dos altos salários. O órgão possui, no total, três diretorias e dez gerências, além da presidência e de dois conselhos, o fiscal e o de administração, pagando vencimentos que podem chegar a R$110 mil. Uma dessas diretorias será ocupada pelo atual presidente da Companha Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Antonio Carlos Marcial Tramm, quadro ligado ao PSB.
Presidente do PSB na Bahia, a deputada federal Lídice da Mata tinha planos de convencer o governo do presidente Lula (PT) a verticalizar as indicações dos cargos federais na Bahia. Como o partido dela comanda o Ministério dos Portos, caberia, no estado, o preenchimento dos espaços na Codeba. Mas o PT e demais aliados não gostaram da ideia e as diretorias da companhia serão fatiadas para evitar brigas, conforme apurou o Toda Bahia.
Ainda não está definido qual o cargo de Tramm na Codeba. Ele já arrumou as malas para deixar a presidência da CBPM, posto que assumiu no início de 2019, dando lugar ao vereador de Salvador Henrique Carballal (PDT). Apesar de o pedetista ter anunciado que foi convidado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) para a estatal baiana, ainda não houve confirmação da nomeação pelo conselho administrativo.
A Codeba é generosa com a folha de pagamento, que pode chegar a R$2 milhões mensais para aproximadamente de 250 funcionários, sendo que cerca de R$ 500 mil destinados somente ao pagamento das maiores remunerações da empresa, que estão fora do teto de vencimentos do serviço público.
Na companhia sediada no bairro do Comércio, em Salvador, até vaga de guarda é cobiçada para apadrinhamento político. Em postos de trabalho onde comumente o trabalhador fatura dois salários mínimos, há vencimentos que podem chegar a R$20 mil na Codeba.








