Comissão da Câmara ‘engaveta’ auditoria em gastos de cartão corporativo de Bolsonaro
A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados mantém na gaveta há quase dois meses um pedido de auditoria nos gastos com cartão corporativo da Presidência da República, segundo informa o Estadão. A comissão é presidida por Léo Motta (PSL-MG), deputado aliado do presidente Jair Bolsonaro. O parlamentar é acusado por opositores de “engavetar” o pedido após se autonomear relator do requerimento.
O pedido partiu do primeiro vice-líder do PSB na Câmara, deputado Elias Vaz (PSB-GO). De acordo com ele, ao se nomear relator, Motta atendeu a um pedido do Palácio do Planalto para que a tentativa de se fazer um pente-fino nos gastos do presidente não avance. “Ele é fiel ao presidente, então se nomeou relator e não colocou sequer o requerimento para a comissão apreciar. A estratégia dele é engavetar”, afirmou Vaz. A última movimentação do pedido foi justamente a definição de Motta como relator, ocorrida em 6 de novembro.
Caso o pedido fosse aprovado, não caberia aos deputados, mas ao Tribunal de Contas da União (TCU) realizar a auditoria nos cartões corporativos. “Queremos saber por que o Planalto está querendo sigilo em gastos de R$ 14 milhões da Presidência? Pode até ter sigilo em algo que pode interferir na questão da segurança, mas o presidente está colocando sigilo em tudo. Esse valor que ele gastou até agora, a maior parte não podia estar em sigilo. Isso é contra tudo aquilo que o presidente pregou. Está sendo extremamente incoerente”, argumentou Vaz, ainda de acordo com a publicação..
O Palácio do Planalto ignorou decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF) e mantêm sob sigilo os gastos com cartão corporativo da Presidência.








