Companheira de FHC concorda com interdição civil e curatela do ex-presidente
Da redação
A companheira do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Patrícia Kundrát, formalizou concordância com o processo de interdição civil do ex-mandatário, de 94 anos, e com a indicação do filho Paulo Henrique Cardoso como responsável pela curatela.
O termo de anuência foi assinado na segunda-feira (20) e era necessário para a formalização da medida, já autorizada pela Justiça de São Paulo em 15 de abril. Por manter união estável com o ex-presidente, Patrícia precisava ser ouvida dentro do prazo legal antes da consolidação da decisão.
O pedido de interdição foi apresentado pelos filhos de FHC após o agravamento do quadro de Doença de Alzheimer, com base em laudo médico que aponta comprometimento da capacidade civil do ex-presidente.
Segundo o processo, o avanço da doença afeta a autonomia do ex-mandatário para a prática de atos da vida civil. A escolha de Paulo Henrique para exercer a curatela foi justificada pela confiança previamente estabelecida, já que ele havia sido designado como procurador pelo pai.
A curatela, neste momento, tem caráter provisório e se restringe à administração patrimonial e financeira. Outros aspectos da interdição ainda serão avaliados após perícia médica.
Sociólogo e um dos fundadores do Partido da Social Democracia Brasileira, Fernando Henrique Cardoso governou o Brasil por dois mandatos, entre 1995 e 2002, período marcado pela consolidação do Plano Real e por reformas econômicas.








