domingo, 10 de maio de 2026

Conservadores baianos protestam contra suspensão de dinheiro para blogueiros: “talibã das togas”

Foto: Reprodução

Da Redação

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na Bahia criticaram a decisão do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Luís Felipe Salomão, de determinar às empresas que administram redes sociais que suspendam os repasses de dinheiro a páginas conservadoras investigadas por disseminar fake news.

A decisão do ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atende a um pedido da Polícia Federal e foi tomada no âmbito do inquérito aberto pela corte para investigar as acusações sem provas apresentadas pelo presidente de que as urnas eletrônicas foram fraudadas nas últimas eleições e que são passíveis de irregularidades no pleito de 2022.

Salomão afirmou que o conteúdo das redes de apoiadores do chefe do Executivo não trata de “crítica legítima” ao sistema eleitoral, “mas sim o impulsionamento de denúncias e de notícias falsas acerta do sistema eletrônico de votação”.

“Essa prática, em juízo preliminar, é extremamente nociva ao Estado democrático de Direito e, em larga escala, tem o potencial de comprometer a legitimidade das eleições, realizadas no Brasil desde 1996 em formato eletrônico com a mais absoluta segurança”, afirmou o ministro do TSE.

A decisão atinge algumas das páginas bolsonaristas mais populares na internet no Instagram, Facebook e YouTube. O canal Terça Livre e o perfil de seu administrador, Allan dos Santos, a página do movimento Nas Ruas, e o perfil do blogueiro Oswaldo Eustáquio, que já foi preso por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), estão entre os canais que não poderão mais receber dinheiro das redes sociais.

Em grupos conservadores de Telegram e WhatsApp da Bahia, está sendo organizada até uma “vaquinha” para ajudar o canal Terça Livre, atingido pela medida do TSE. “Querem calar a mídia da direita, que defende o presidente”, diz uma das postagens. Um número de PIX do canal está sendo divulgado nas redes.

Um dos organizadores dos atos em defesa do presidente em Salvador, o advogado Leandro de Jesus publicou uma crítica dura tanto ao TSE quanto ao STF, chamados de “talibã das togas”. Para ele, está havendo por parte do Judiciário uma “supressão de direitos fundamentais” e “criminalização da opinião”. “Já estamos num misto de Venezuela, China, Cuba e Coreia do Norte”, afirmou.

17 de agosto de 2021, 10:41

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