segunda-feira, 27 de abril de 2026

Contratações temporárias de fim de ano devem superar 10 mil vagas na Bahia, projeta Sindilojas

Foto: Elias Dantas/Divulgação

Da Redação

O comércio e o setor de serviços na Bahia já registram aumento na oferta de vagas temporárias com a chegada do fim de ano. A expectativa é de que mais de 10 mil trabalhadores sejam contratados apenas no varejo, impulsionados pelas compras de Natal e pelas festas de Réveillon. As informações são doo Jornal Correio.

Em entrevista ao jornal, o presidente do Sindilojas Bahia, Paulo Motta, afirmou que o setor projeta um crescimento acima de 10% nas contratações sazonais, com destaque para áreas como confecções, brinquedos, artigos de couro e produtos de tecnologia — segmentos que tradicionalmente concentram maior demanda durante o período festivo.

Motta ressaltou ainda que, historicamente, cerca de 30% dos trabalhadores temporários são efetivados entre janeiro e fevereiro. Ele explicou que empresas costumam priorizar a recontratação de profissionais que já atuaram em anos anteriores. “A experiência deles é muito importante para facilitar essas contratações”, afirmou ao Correio.

Somente no Shopping Paralela, lojas âncoras como C&A e Pernambucanas oferecem 23 vagas temporárias. Já no Salvador Shopping, a campanha natalina “Natal Perfumado de Felicidade – Viva esse encanto” contratou 42 profissionais para atuar como Papai Noel e “noeletes”.

Direitos e riscos trabalhistas

Também em entrevista ao Correio, o advogado Breno Novelli, especialista em Direito do Trabalho, explicou que os trabalhadores temporários têm praticamente os mesmos direitos de um efetivo, incluindo remuneração equivalente, FGTS, jornada de 8 horas, adicional noturno, registro em carteira, férias e 13º proporcionais. Ficam de fora apenas o aviso-prévio, a multa de 40% sobre o FGTS e o seguro-desemprego.

Segundo ele, ainda há fraudes recorrentes nas contratações. A prática irregular mais comum é contratar temporários sem intermediação de empresas registradas ou sem comprovação de demanda complementar. “O trabalhador deve sempre verificar o registro da empresa no Ministério do Trabalho e no Sirett, além de ler o contrato com atenção”, alertou.

Para os empresários, Novelli recomenda manter contratos atualizados com empresas intermediadoras e garantir condições adequadas de trabalho aos temporários. O descumprimento da legislação pode gerar autos de infração, cancelamento de registro no Sirett e até o reconhecimento de vínculo direto com o empregado em ações trabalhistas.

04 de dezembro de 2025, 08:30

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