terça-feira, 10 de março de 2026

CPI do INSS aprova quebra de sigilo de Lulinha e sessão termina em confusão

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Da Redação

A CPI mista do INSS aprovou nesta quinta-feira (26) a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A decisão provocou reação imediata de parlamentares governistas e resultou em confusão no plenário. Deputados se aproximaram da mesa diretora para protestar contra o resultado da votação, o que gerou empurra-empurra e registros de agressões físicas. Alguns parlamentares precisaram ser contidos para evitar o agravamento do confronto.

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) pediu a anulação do resultado, alegando erro na contagem dos votos. Segundo ele, houve “contraste” no momento da votação simbólica.

“No momento da votação tem um contraste. A imprensa tem essas imagens, a secretaria da Casa tem as imagens. O resultado da votação foi 14 a 7. TV Senado mostra isso. O regimento é claro no sentido de que o contraste da votação simbólica se dá entre a maioria e minoria dos presentes”, afirmou.

Pimenta também alertou para a possibilidade de representação no Conselho de Ética caso o pedido não seja acatado. “Eu requeiro que anule o resultado por erro na contagem e anuncie o resultado verdadeiro. Não havendo esse entendimento, vamos interpretar como uma ação do senhor para fraudar o resultado da votação… E faremos uma representação no Conselho de Ética por decisão de fraudar o resultado”, declarou.

Além da quebra de sigilo de Lulinha, a comissão aprovou a convocação de Gustavo Gaspar, ex-assessor do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e de Augusto Ferreira Lima, ex-CEO do Banco Master. Também foram autorizados outros requerimentos relacionados ao Banco Master, incluindo a quebra de sigilos bancário e fiscal da instituição.

26 de fevereiro de 2026, 13:01

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