Defesa de Bolsonaro espera confissão de ex-ajudante no caso da fraude do cartão de vacina
Da Redação
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) tem a expectativa de que tenente-coronel Mauro Cid Barbosa admita a culpa no caso da fraude no cartão de vacina.
Mauro Cid é ex-ajudante de ordens e braço-direito do ex-presidente. Segundo a Folha de S. Paulo, aliados de Bolsonaro avaliam que Cid não terá alternativa a não ser reconhecer ter adulterado certificados de imunização. Ao mesmo tempo, advogados do ex-presidente buscam desvinculá-lo do episódio.
Ainda de acordo com a Folha, a avaliação de interlocutores do próprio ex-presidente é que a investigação da Polícia Federal trouxe elementos robustos e difíceis de serem refutados por Cid. Eles citam, por exemplo, as trocas de mensagens e os acessos do próprio celular do militar à conta do então mandatário no aplicativo do ConecteSUS.
Cid permaneceu em silêncio no seu primeiro depoimento aos policiais. Ele foi detido na manhã de quarta-feira (3), em sua residência no Setor Militar Urbano em Brasília. Por ser militar, ele ficará preso no batalhão do Exército.
Além dele, outros dois auxiliares de Bolsonaro foram detidos: Max Guilherme de Moura e Sergio Cordeiro. Ambos continuam empregados na assessoria direta de Bolsonaro, como prerrogativa de ex-mandatário.








