Deputado diz que esquema de corrupção na Saúde envolve compra de testes para Covid-19
Da Redação
O deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) afirmou que o esquema de corrupção do Ministério da Saúde pode ser “muito maior” do que o caso da vacina Covaxin, investigado pela CPI da Pandemia do Senado. Miranda disse que seu irmão, Luis Ricardo Miranda, chefe do departamento de importação do ministério, vê indícios de operação “100% fraudulenta” para a compra de testes de Covid.
“Se existir algo realmente ilegal, não é só nessa vacina (Covaxin), é na pasta toda. O presidente Jair Bolsonaro demonstra claramente que não tem controle sobre essa pasta”, disse o deputado, em entrevista concedida à Folha de S. Paulo.
Os irmãos Miranda prestaram depoimento à CPI na sexta-feira (25). O deputado afirmou que seu irmão pode dar mais informações em uma eventual sessão secreta da comissão. A existência de denúncias de irregularidades em torno da compra da vacina indiana Covaxin foi revelada no dia 18, com a divulgação do depoimento sigiloso de Luis Ricardo ao Ministério Público Federal (MPF). Desde então, o caso virou prioridade da CPI no Senado.
Na entrevista, o deputado Luis Miranda disse que o diretor de logística do ministério, Roberto Ferreira Dias, é quem dá as cartas. “Nada ali acontece se o Roberto não quiser.” Dias foi indicado ao cargo pelo ex-deputado Abelardo Lupion e por Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo Bolsonaro na Câmara.
No depoimento à CPI, Miranda disse que o presidente citou o nome de Barros quando foi informado pelo deputado e por seu irmão, no dia 20 de março, sobre irregularidades envolvendo o contrato de R$ 1,6 bilhão assinado pelo ministério com a Precisa Medicamentos para a compra de 20 milhões de doses da Covaxin.








