quarta-feira, 27 de maio de 2026

Deputado pede que Polícia Federal investigue contaminação do cacau na Biofábrica de Ilhéus

Foto: Divulgação

Da Redação

O deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT) pediu nesta quarta-feira (27) à Polícia Federal que investigue suspeita de irregularidades fitossanitárias na Biofábrica de Ilhéus, no sul da Bahia, após denúncias sobre possível contaminação pelo Vírus do Mosaico.

O Ministério Público Federal (MPF) já apura a denúncia desde o dia 12 de maio, após denúncia feita pela representante da Associação Nacional dos Produtores de Cacau (ANPC), que relata riscos econômicos e sanitários para a cadeira produtiva do segmento.

A denúncia aponta que áreas contaminadas não teriam recebido manejo adequado e que a presença do vírus na Biofábrica já seria conhecida desde 2025. Ainda conforme o relato, produtores rurais e agricultores familiares continuariam recebendo mudas da instituição.

O MPF afirma que, caso as suspeitas sejam confirmadas, a situação pode configurar crime ambiental previsto no artigo 61 da Lei de Crimes Ambientais, que trata da disseminação de doenças ou pragas capazes de causar danos à agricultura, fauna, flora e ecossistemas.

“Não podemos permitir que esse crime aconteça e continue impune, penalizando ainda mais o produtor de cacau da Bahia. Já não basta a vassoura de bruxa, que teria se espalhado por meio da ação humana, no final da década de 1980. As nossas autoridades policiais precisam agir de forma célere e garantir que os culpados sejam presos”, disse Félix Mendonça Júnior.

A Biofábrica de Ilhéus é uma organização não governamental (ONG) que produz e vende mudas de cacau, sendo responsável pela produção contínua, em escala industrial, de mudas clonais de cacaueiros selecionados, resistentes a doenças e de alta produtividade, além de fruteiras e essências florestais. As mudas clonais são cópias genéticas exatas de uma planta matriz.

27 de maio de 2026, 16:57

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